O risco climático não mudou.
A obrigação de relatar, mudou.
Após a CVM 244, IFRS S2 voltou a ser voluntário. Mas o risco físico, de transição, reputacional e legal continua real — e quem antecipa, defende o número quando a próxima rodada regulatória chegar.
O que muda com CVM 244
A obrigação saiu da agenda do regulador. O risco continua na sua operação.
Risco físico
Estresse hídrico, calor, alagamentos.
Cenários NGFS, IPCC RCP e SSP aplicados à exposição real das suas plantas, não ao mapa do regulador.
Risco de transição
Preço de carbono, CBAM, SBCE.
Quanto custa não se adequar? Quanto custa esperar? Modelagem com curva MAC e cenários de preço de carbono.
Risco reputacional e legal
Greenwashing, passivo, M&A.
Pré-resposta documentada, due diligence em M&A e governança climática alinhada antes do problema virar manchete.
O clima entra na operação por quatro portas.
Cada uma exige método próprio de identificação, métrica e mitigação. Quem só olha uma, tem ponto cego — e ponto cego em risco vira passivo.
Risco físico
Quando o clima bate na operação.
Estresse hídrico, ondas de calor, alagamentos, queimadas, ventos extremos. Cada planta tem exposição diferente e a maioria não está mapeada. A matriz de risco físico identifica onde, quando e quanto a operação está exposta — em cenários NGFS, IPCC RCP e SSP.
Risco de transição
Quando a regulação ou o mercado vira.
Preço de carbono interno, SBCE, regulação europeia (CBAM, CSRD), exigência de banco, fundo ou cliente. Mapeamos o custo de transição e quanto isso pesa no seu fluxo de caixa.
Risco reputacional
Quando o número vira manchete.
Greenwashing exposto, claim sem lastro, passivo ambiental virando crise pública. Pré-resposta documentada e governança alinhada antes da crise chegar.
Risco legal
Quando o passivo vira processo.
Responsabilização civil e penal de diretores, ação ambiental, due diligence ESG em M&A. A diligência climática começa antes do contrato, não no inquérito.
Continuidade. Transição. Crise.
A resposta certa não é só uma — depende da janela. Estruture as três camadas antes da próxima crise pedir pra ver o protocolo.
Camada 01
Continuidade operacional
Plano de resposta para cada planta exposta. Inclui rotas alternativas de suprimento, contingência hídrica, redundância de energia e protocolo de retomada pós-evento.
O que sai
Plano de continuidade documentado
Camada 02
Transição estratégica
Preço-sombra de carbono no capex, roadmap de descarbonização com curva MAC, simulação de cenários de preço de carbono (SBCE, CBAM, ETS-EU). O CFO toma decisão de capital com risco climático na conta.
O que sai
Preço interno + roadmap MAC
Camada 03
Resposta a crise
Quando o evento (físico, regulatório ou reputacional) acontece, há protocolo de governança definido. Comitê de crise, voz pública, suporte jurídico-ambiental e canal de comunicação com auditor.
O que sai
Protocolo de crise ESG
Risco climático é decisão de quem decide.
Não delegue clima pro time ESG sozinho. A responsabilidade do conselho atravessa todas as áreas.
Risco climático no fluxo de caixa.
Quanto custa a transição? Qual o capex evitável? Onde está a exposição cambial verde-carbono?
Risco climático no comitê.
Como integrar clima ao mapa de riscos corporativos? Quais cenários reportar ao conselho?
Risco climático em ata.
Dever de supervisão climática do conselho — decisões documentadas, atas com mandato explícito, diligência cumprida.
Risco climático com método.
Cenários NGFS aplicados de verdade, não no relatório. Materialidade que casa com gestão de risco.
Risco vira parte do plano. Plano vira reporte.
Matriz de risco climático é uma das frentes da consultoria. Junto com inventário, descarbonização e reporte, fecham o ciclo defensável em auditoria.
