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Imagem ilustrativa de restauração florestal
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Mercado de Carbono 6 min de leitura29 de outubro de 2026

Crédito de carbono de reflorestamento (ARR): como funciona

Crédito de reflorestamento (ARR) é remoção de carbono: árvores plantadas ou regeneradas retiram CO₂ da atmosfera. Como funciona, riscos e o caso brasileiro.

Emilia Minieri
Emilia Minieri
Head de Operações e Metodologia · Mangue
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O que é um projeto ARR

ARR é a sigla em inglês para florestamento, reflorestamento e revegetação: plantar ou regenerar vegetação em áreas degradadas, como pastagens abandonadas. Enquanto cresce, a vegetação retira CO₂ da atmosfera e o guarda na madeira, nas raízes e no solo. Por isso o crédito de ARR é de remoção, o tipo aceito para neutralizar emissões residuais em metas net zero.

Como o crédito é gerado

  1. Linha de base: quanto carbono a área teria sem o projeto (em geral, pouco, numa pastagem degradada).
  2. Plantio ou regeneração: com espécies nativas, consórcios ou, em alguns casos, plantios comerciais.
  3. Monitoramento: inventário florestal periódico, com parcelas de campo e imagens de satélite, para medir o crescimento.
  4. Verificação independente: um organismo de terceira parte confere a medição antes da emissão dos créditos.

A metodologia consolidada da Verra para ARR é a VM0047. O crédito sai conforme a floresta cresce: os primeiros anos geram pouco, e o projeto dura de 30 a 100 anos.

Os riscos

  • Permanência: incêndio, seca ou corte podem devolver o carbono à atmosfera. O projeto deposita parte dos créditos num fundo de reserva (buffer).
  • Adicionalidade: a restauração aconteceria sem o crédito? Plantios que já seriam lucrativos com madeira têm de provar a necessidade da receita de carbono.
  • Monocultura: plantio de uma só espécie exótica gera carbono, mas pouco benefício para biodiversidade.
  • Social: a área não pode ter conflito de posse nem expulsar uso tradicional.

ARR no Brasil

O Brasil tem milhões de hectares de pastagem degradada e metas de restauração (o Planaveg prevê 12 milhões de hectares). A Mata Atlântica e a Amazônia concentram os projetos de restauração com espécies nativas. Áreas de Reserva Legal e de APP a recompor podem gerar crédito, desde que o projeto prove adicionalidade em relação à obrigação legal, ponto que exige cuidado na metodologia. Veja o post sobre vegetação nativa.

Como usar o crédito no inventário

Crédito de carbono não reduz as emissões do Inventário GHG: ele é reportado separado, como compensação. A ordem é medir, reduzir e só então compensar o que sobra, com crédito de alta integridade. Os outros tipos de projeto estão no guia de tipos de projetos de crédito de carbono. Na Mangue Tech, os créditos de carbono para compensação são originados pela Carbonext.

Para levar
  • ARR é remoção, aceita para neutralizar emissões residuais
  • O retorno é lento e o projeto dura décadas
  • Espécies nativas somam biodiversidade ao carbono
  • Recompor área de obrigação legal exige prova de adicionalidade

Perguntas frequentes

O que é ARR em crédito de carbono?+

ARR é a sigla em inglês para florestamento, reflorestamento e revegetação. São projetos que plantam ou regeneram vegetação em áreas degradadas e geram créditos pelo CO₂ que as árvores retiram da atmosfera enquanto crescem.

Crédito de reflorestamento é remoção ou redução?+

É remoção: a vegetação retira CO₂ da atmosfera e o armazena na biomassa e no solo. É o tipo de crédito aceito para neutralizar emissões residuais em metas net zero.

Quanto tempo um projeto de reflorestamento leva para gerar créditos?+

Os créditos saem conforme a floresta cresce e é medida. Os primeiros anos geram pouco, e um projeto ARR costuma durar de 30 a 100 anos.

Qual a diferença entre ARR e REDD+?+

O ARR planta ou regenera floresta e gera créditos de remoção. O REDD+ protege floresta existente contra desmatamento e gera créditos de emissão evitada.

Glossário
VM0047
Metodologia consolidada da Verra para projetos de florestamento, reflorestamento e revegetação.
Restauração ecológica
Recuperação de um ecossistema degradado com espécies nativas, para devolver suas funções originais.
Fontes

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