Pular para o conteúdo
Imagem ilustrativa sobre separação de resíduos
Voltar ao blog
Inventário 5 min de leitura28 de outubro de 2026

Resíduos e rejeitos: qual a diferença e por que importa

A diferença entre resíduo e rejeito pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, destinação e disposição final, exemplos e o impacto em custo e emissões.

Emilia Minieri
Emilia Minieri
Head de Operações e Metodologia · Mangue
Compartilhar

Resíduo e rejeito: qual a diferença

Resíduo é tudo o que sobra de uma atividade e ainda pode ser aproveitado de alguma forma: reutilizado, reciclado, compostado ou usado para gerar energia. Rejeito é o resíduo que já não tem mais nenhuma possibilidade viável de tratamento ou recuperação, e por isso só pode ir para a disposição final em aterro adequado.

A diferença está na Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Lei 12.305/2010. Pela lei, rejeitos são os resíduos sólidos que, depois de esgotadas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentam outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada.

ResíduoRejeito
Ainda tem valor?SimNão, com a tecnologia e o custo atuais
DestinoReutilização, reciclagem, compostagem, recuperação energéticaAterro sanitário licenciado
ExemplosPapelão, latas, garrafas PET, restos de comida, sucataPapel higiênico usado, fralda descartável, papel engordurado, alguns resíduos mistos

O mesmo material pode ser resíduo ou rejeito, dependendo de como foi separado. Papel limpo é resíduo reciclável; o mesmo papel sujo de gordura vira rejeito.

Destinação e disposição final não são a mesma coisa

  • Destinação final ambientalmente adequada: inclui reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação energética e, por último, a disposição final. Vale para resíduos.
  • Disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros, com normas que evitam danos à saúde e ao meio ambiente.

A lei manda mandar para aterro só o rejeito. Resíduo com possibilidade de aproveitamento não deveria ir para aterro.

Por que a diferença importa para as empresas

Obrigação legal. Quem precisa de PGRS tem de classificar o que gera e mostrar que só o rejeito vai para aterro, com MTR e certificado de destinação.

Custo. Rejeito paga aterro. Resíduo bem separado pode ser vendido ou ter destinação mais barata.

Emissões. Matéria orgânica no aterro gera metano. Separar resíduo de rejeito e mandar orgânicos para compostagem reduz as emissões do Escopo 3 no Inventário GHG.

Como reduzir o volume de rejeitos

  1. Separe na fonte, em recicláveis, orgânicos e rejeitos, com coleta e sinalização claras.
  2. Aplique os 5 Rs: evitar o resíduo vem antes de tudo.
  3. Revise as compras: embalagens recicláveis e materiais duráveis.
  4. Mande orgânicos para compostagem.
  5. Meça a massa de resíduos e de rejeitos todo mês e acompanhe a meta.
Para levar
  • O mesmo material pode ser resíduo ou rejeito, conforme a separação
  • Destinação inclui reciclagem e compostagem; disposição final é o aterro
  • PGRS exige mostrar que só rejeito vai para aterro
  • Orgânico fora do aterro reduz o Escopo 3

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre resíduo e rejeito?+

Resíduo é o que sobra de uma atividade e ainda pode ser reutilizado, reciclado, compostado ou usado para energia. Rejeito é o resíduo que já esgotou as possibilidades viáveis de tratamento e recuperação e só pode ir para disposição final em aterro.

O que diz a Lei 12.305 sobre rejeitos?+

Define rejeitos como resíduos sólidos que, depois de esgotadas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentam outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada.

Quais são exemplos de rejeitos?+

Papel higiênico usado, fraldas descartáveis, papel engordurado e alguns resíduos mistos sem separação. O mesmo material pode ser resíduo ou rejeito conforme a separação.

Qual a diferença entre destinação e disposição final?+

Destinação final inclui reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação energética e, por último, a disposição. Disposição final é a colocação ordenada de rejeitos em aterro licenciado.

Por que a diferença importa para empresas?+

Porque o PGRS exige classificar o que é gerado e mandar para aterro só o rejeito. Separar bem reduz custo de destinação e as emissões de metano do Escopo 3 no Inventário GHG.

Glossário
PNRS
Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei 12.305/2010.
Aterro sanitário
Local licenciado e projetado para a disposição final de rejeitos com controle de chorume e gases.
Fontes

Serviços relacionados

Receba análises ESG por email

Atualizações regulatórias, guias práticos e dados de mercado. Sem spam.

Compartilhar

Roteiro IFRS S1 & S2

As 12 decisões que seu CFO precisa tomar antes de 2027. Gratuito.

Quer aplicar isso na sua empresa?