
TCFD: o que é, os 4 pilares e como virou o IFRS S2
O que é a TCFD, os quatro pilares de divulgação, riscos físicos e de transição, análise de cenários e como as recomendações viraram o IFRS S2.
O que é a TCFD
A TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) é a força-tarefa criada em 2015 pelo Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), ligado ao G20, para definir como as empresas devem divulgar os riscos e as oportunidades financeiras ligados ao clima. Suas recomendações, publicadas em 2017, viraram a referência mundial de relato climático e foram incorporadas ao IFRS S2.
A ideia central da TCFD é tratar clima como risco financeiro: em vez de só relatar emissões, a empresa explica como o clima afeta a estratégia, o caixa e o valor do negócio.
Os quatro pilares da TCFD
| Pilar | O que a empresa divulga |
|---|---|
| Governança | Como o conselho e a diretoria supervisionam os riscos e as oportunidades climáticas |
| Estratégia | Quais riscos e oportunidades afetam o negócio no curto, médio e longo prazo, e o que acontece em diferentes cenários climáticos |
| Gestão de riscos | Como a empresa identifica, avalia e gerencia os riscos climáticos, e como isso entra na gestão de riscos geral |
| Métricas e metas | Quais indicadores usa, incluindo emissões dos Escopos 1, 2 e, quando relevante, 3, e quais metas persegue |
Dentro dos quatro pilares, a TCFD recomenda 11 divulgações específicas.
Riscos físicos e riscos de transição
A TCFD separa os riscos climáticos em dois tipos:
A análise de cenários é o exercício de testar a estratégia contra futuros climáticos diferentes, por exemplo um mundo que limita o aquecimento a 1,5 °C e outro em que o aquecimento passa de 3 °C.
Como a TCFD virou o IFRS S2
Em 2023, o ISSB, órgão da Fundação IFRS, publicou o IFRS S2, padrão de divulgação climática que incorpora integralmente as recomendações da TCFD e acrescenta exigências, como divulgações por setor e emissões financiadas para instituições financeiras.
Com isso, a TCFD considerou sua missão cumprida e encerrou as atividades em outubro de 2023. O acompanhamento das divulgações climáticas passou para a Fundação IFRS. Na prática, quem segue o IFRS S2 cumpre as recomendações da TCFD.
E no Brasil
A CVM adotou os padrões IFRS S1 e S2 para companhias abertas pela Resolução CVM 193. Com a Resolução CVM 244, a adoção passou a ser voluntária, mas investidores, bancos e clientes seguem pedindo o relato no formato.
No sistema financeiro, o Banco Central exige das instituições um relatório de riscos sociais, ambientais e climáticos inspirado na estrutura da TCFD.
Como começar
- Governança: defina quem no conselho e na diretoria responde pelo tema climático.
- Inventário: faça o Inventário GHG dos Escopos 1, 2 e 3, base das métricas.
- Riscos: mapeie riscos físicos e de transição por unidade e por cadeia de suprimento.
- Cenários: teste a estratégia em pelo menos dois cenários climáticos.
- Metas: defina metas de redução, de preferência baseadas em ciência.
- Relato: publique no formato IFRS S2, que já contém a estrutura da TCFD.
Como a Mangue Tech ajuda
A Mangue Tech faz o Inventário GHG que alimenta o pilar de métricas, conduz a análise de risco climático com cenários e estrutura o relato no formato IFRS S2, com a trilha de cada número pronta para verificação independente.
- Quem segue o IFRS S2 cumpre as recomendações da TCFD
- O Inventário GHG é a base do pilar de métricas e metas
- Análise de cenários testa a estratégia contra futuros climáticos diferentes
- Riscos de transição incluem SBCE e CBAM, não só eventos climáticos
Perguntas frequentes
O que é TCFD?+
É a Task Force on Climate-related Financial Disclosures, força-tarefa criada em 2015 pelo Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) para definir como as empresas devem divulgar riscos e oportunidades financeiras ligados ao clima. Suas recomendações de 2017 viraram referência mundial e foram incorporadas ao IFRS S2.
Quais são os 4 pilares da TCFD?+
Governança, estratégia, gestão de riscos, e métricas e metas. Dentro deles, a TCFD recomenda 11 divulgações específicas.
A TCFD ainda existe?+
A força-tarefa encerrou as atividades em outubro de 2023, depois que o ISSB publicou o IFRS S2, que incorpora as recomendações. O acompanhamento das divulgações climáticas passou para a Fundação IFRS.
Qual a diferença entre TCFD e IFRS S2?+
O IFRS S2 contém toda a estrutura da TCFD e acrescenta exigências, como divulgações por setor e emissões financiadas para instituições financeiras. A TCFD era uma recomendação; o IFRS S2 é um padrão que reguladores podem adotar.
A TCFD é obrigatória no Brasil?+
Não diretamente. A CVM adotou o IFRS S2, que incorpora a TCFD, pela Resolução CVM 193, e a Resolução CVM 244 tornou a adoção voluntária. Instituições financeiras seguem as exigências de relato de riscos climáticos do Banco Central.
- Risco de transição
- Risco financeiro que surge da mudança para uma economia de baixo carbono: regulação, tecnologia, mercado e reputação.
- Análise de cenários
- Exercício de testar a estratégia da empresa contra diferentes futuros climáticos, como 1,5 °C e mais de 3 °C de aquecimento.
- IFRS · Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD) · Fundação IFRS
- IFRS S2 Climate-related Disclosures · IFRS Foundation · ISSB
- Resolução CVM 244 · Comissão de Valores Mobiliários
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