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Imagem ilustrativa: cerâmica
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Regulação 6 min de leitura30 de outubro de 2026

MRV na cerâmica: plano de monitoramento, relato e verificação no SBCE

Como fazer o MRV na cerâmica para o SBCE: mensuração por fonte, plano de monitoramento, relato anual e os pontos que a verificação independente checa.

Emilia Minieri
Head de Operações e Metodologia · Mangue
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O que o SBCE exige na cerâmica

Pela Portaria SEMC/MF 3.199/2026, o setor está na Etapa 2. No ano 1 (até 2029), o operador entrega o plano de monitoramento; no ano 2, mede pelo plano aprovado; a partir do ano 3, envia o relato de emissões verificado do ano anterior. Vale para instalações acima de 10 mil tCO₂e por ano.

MRV quer dizer mensuração, relato e verificação. O guia de MRV do SBCE explica a lógica geral; aqui, o que é específico na cerâmica.

Mensuração: o que medir e como

  • Medição ou pesagem da lenha (em toneladas, com umidade).
  • Análise periódica de carbonatos da argila.
  • Consumo de gás por forno.

Para cada fonte, o plano define o método (cálculo com dado de atividade e fator, balanço de carbono ou medição contínua), o medidor e sua incerteza, a frequência de leitura e de análise e o responsável. As metodologias oficiais por setor virão do Programa Brasileiro de MRV (PB-MRV).

Fontes e métodos típicos

FonteDado medidoMétodo
Fornos e secadoresLenha, gás natural, coque, óleo (m³, t, st)Consumo × fator; lenha de manejo como biogênica
Carbonatos da argilaMassa queimada e teor de carbonatosMassa × teor × fator estequiométrico

Relato

O relato anual consolida as emissões e remoções do ano por fonte e instalação, no modelo do órgão gestor, e vai para o Registro Central do SBCE depois de verificado.

Verificação: o que o verificador vai olhar na cerâmica

  • Origem da lenha.
  • Conversão de metro estéreo para toneladas.
  • Teor de carbonatos.

A verificação é feita por organismo de inspeção acreditado (veja verificação e OVV no SBCE).

Checklist do plano de monitoramento na cerâmica

  1. Lista de instalações e fontes, com fluxograma.
  2. Método e medidor de cada fonte, com incerteza.
  3. Plano de análises laboratoriais, quando a fonte pede.
  4. Fatores de emissão e sua referência.
  5. Procedimento de controle de dados: coleta, revisão, correção e guarda de evidência.
  6. Responsáveis por etapa.
  7. Tratamento de falhas de medição e de eventos não rotineiros.

O ponto de partida é o Inventário GHG na cerâmica.

Para levar
  • Método por fonte: cálculo, balanço de carbono ou medição contínua
  • Análise de laboratório entra no plano
  • Falhas de medição precisam de procedimento
  • O inventário por fonte é o ponto de partida

Perguntas frequentes

O que é MRV na cerâmica?+

É a mensuração, o relato e a verificação das emissões de gases de efeito estufa das instalações na cerâmica, exigidos pelo SBCE: plano de monitoramento no ano 1 (até 2029), medição no ano 2 e relato verificado a partir do ano 3.

O que medir para o SBCE na cerâmica?+

Medição ou pesagem da lenha (em toneladas, com umidade); Análise periódica de carbonatos da argila; Consumo de gás por forno.

O que o verificador olha na cerâmica?+

Origem da lenha; Conversão de metro estéreo para toneladas; Teor de carbonatos.

Quem verifica o relato do SBCE?+

Um organismo de inspeção acreditado conforme ato do órgão gestor do SBCE. As regras de acreditação virão do Programa Brasileiro de MRV, com consulta pública prevista para novembro de 2026.

Glossário
MRV
Mensuração, relato e verificação de emissões de gases de efeito estufa.
CEMS
Sistema de medição contínua de emissões instalado na chaminé.
Fontes

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