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Imagem ilustrativa: cerâmica
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Inventário 7 min de leitura30 de outubro de 2026

Inventário GHG na cerâmica: como fazer, passo a passo

Passo a passo do Inventário GHG na cerâmica: fontes e cálculo do Escopo 1, emissões de processo, Escopos 2 e 3 e as evidências que a verificação pede.

Emilia Minieri
Head de Operações e Metodologia · Mangue
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Por onde começar o Inventário GHG na cerâmica

O Inventário GHG na cerâmica segue o GHG Protocol e a ISO 14064-1, com uma diferença em relação a outros setores: as emissões de processo e as fontes específicas da atividade pesam mais que a média. Para quem está no SBCE (Etapa 2, plano de monitoramento em até 2029), o inventário precisa ser feito por instalação e por fonte, não só pelo total da empresa.

Os passos gerais estão no guia como fazer o inventário de gases de efeito estufa. Abaixo, o que muda na cerâmica.

1. Limites

Defina as instalações pelo controle operacional (o que a empresa opera) e liste cada fonte de cada instalação. É a mesma lógica do SBCE, que regula instalações e fontes.

2. Escopo 1: as fontes na cerâmica

FonteDado de atividadeComo calcular
Fornos e secadoresLenha, gás natural, coque, óleo (m³, t, st)Consumo × fator; lenha de manejo como biogênica
Carbonatos da argilaMassa queimada e teor de carbonatosMassa × teor × fator estequiométrico

3. Emissões de processo

Muitas cerâmicas queimam lenha. Para tratá-la como biogênica, é preciso comprovar a origem (plano de manejo, documento de origem florestal); lenha de desmatamento é emissão.

4. Escopo 2

Moagem e extrusão consomem eletricidade, no Escopo 2. O guia de fatores de emissão no Brasil mostra onde buscar o fator do SIN.

5. Escopo 3: categorias que mais pesam

  • Categoria 1: argila e insumos.
  • Categoria 4 e 9: transporte de argila e produtos.

O guia das 15 categorias do Escopo 3 detalha cada uma. O Escopo 3 não é exigido no SBCE, mas clientes e bancos pedem.

6. Dados e evidências

  • Notas e documentos de origem da lenha.
  • Laudos de carbonatos da argila.
  • Medição de gás.

Cada número precisa de trilha até o documento de origem, porque o relato do SBCE passa por verificação independente.

Erros comuns

  • Medir lenha só em metro estéreo, sem umidade.
  • Tratar lenha sem origem comprovada como biogênica.

Do inventário ao SBCE

O inventário por fonte é a base do plano de monitoramento. O post MRV na cerâmica mostra como transformar o inventário em medição, relato e verificação, e o SBCE na cerâmica resume prazos e CNAEs.

Para levar
  • Fornos e secadores é a fonte central
  • Análise própria vale mais que fator padrão
  • Escopo 3 não é exigido no SBCE, mas clientes pedem
  • Inventário por fonte vira plano de monitoramento

Perguntas frequentes

Como fazer o inventário de gases de efeito estufa na cerâmica?+

Defina as instalações pelo controle operacional, liste cada fonte, calcule o Escopo 1 com dado de atividade e fator de emissão (ou balanço de carbono), trate à parte as emissões de processo, some o Escopo 2 pela energia comprada e mapeie as categorias relevantes do Escopo 3, com evidência para cada número.

Quais são as principais fontes de emissão na cerâmica?+

Fornos e secadores; Carbonatos da argila.

O inventário na cerâmica serve para o SBCE?+

Serve como base. O SBCE pede plano de monitoramento, medição e relato verificado por instalação e por fonte. Quem tem o Inventário GHG feito assim só adapta ao formato do órgão gestor. Na cerâmica, o plano de monitoramento vence em até 2029.

Quais erros são comuns no inventário na cerâmica?+

Medir lenha só em metro estéreo, sem umidade; Tratar lenha sem origem comprovada como biogênica.

Glossário
Controle operacional
Abordagem que inclui no inventário as instalações que a empresa opera.
Emissão de processo
Emissão de uma reação química ou física do processo, e não da queima de combustível.
Fontes

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