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Inventário 7 min de leitura30 de outubro de 2026

Inventário GHG nos transportes: como fazer, passo a passo

Passo a passo do Inventário GHG nos transportes: fontes e cálculo do Escopo 1, emissões de processo, Escopos 2 e 3 e as evidências que a verificação pede.

Emilia Minieri
Head de Operações e Metodologia · Mangue
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Por onde começar o Inventário GHG nos transportes

O Inventário GHG nos transportes segue o GHG Protocol e a ISO 14064-1, com uma diferença em relação a outros setores: as emissões de processo e as fontes específicas da atividade pesam mais que a média. Para quem está no SBCE (Etapa 3, plano de monitoramento em até 2031), o inventário precisa ser feito por instalação e por fonte, não só pelo total da empresa.

Os passos gerais estão no guia como fazer o inventário de gases de efeito estufa. Abaixo, o que muda nos transportes.

1. Limites

Defina as instalações pelo controle operacional (o que a empresa opera) e liste cada fonte de cada instalação. É a mesma lógica do SBCE, que regula instalações e fontes.

2. Escopo 1: as fontes nos transportes

FonteDado de atividadeComo calcular
Frota rodoviáriaDiesel, biodiesel, GNV por veículo (litros, m³)Consumo × fator, com o teor de biodiesel do período
LocomotivasDiesel por locomotiva (litros)Consumo × fator
EmbarcaçõesÓleo combustível marítimo e diesel (t)Consumo × fator por tipo de combustível
Refrigeração de veículosRecarga de gás refrigerante (kg)Recarga × GWP

3. Emissões de processo

No transporte, a regulação alcança o conjunto de fontes móveis do operador. O dado bom é o consumo por veículo, com abastecimento registrado e telemetria. Método por distância percorrida serve como apoio, não como base.

4. Escopo 2

Escopo 2 é pequeno, exceto em ferrovias eletrificadas e veículos elétricos. O guia de fatores de emissão no Brasil mostra onde buscar o fator do SIN.

5. Escopo 3: categorias que mais pesam

  • Categoria 3: produção dos combustíveis.
  • Categoria 4: agregados e terceiros.
  • Categoria 1: veículos e peças.

O guia das 15 categorias do Escopo 3 detalha cada uma. O Escopo 3 não é exigido no SBCE, mas clientes e bancos pedem.

6. Dados e evidências

  • Registros de abastecimento por veículo.
  • Notas fiscais de combustível.
  • Telemetria e odômetro.

Cada número precisa de trilha até o documento de origem, porque o relato do SBCE passa por verificação independente.

Erros comuns

  • Calcular por quilômetro quando há dado de litros.
  • Misturar frota própria e agregada.
  • Esquecer gás refrigerante de baús frigoríficos.

Do inventário ao SBCE

O inventário por fonte é a base do plano de monitoramento. O post MRV nos transportes mostra como transformar o inventário em medição, relato e verificação, e o SBCE nos transportes resume prazos e CNAEs.

Para levar
  • Frota rodoviária é a fonte central
  • Análise própria vale mais que fator padrão
  • Escopo 3 não é exigido no SBCE, mas clientes pedem
  • Inventário por fonte vira plano de monitoramento

Perguntas frequentes

Como fazer o inventário de gases de efeito estufa nos transportes?+

Defina as instalações pelo controle operacional, liste cada fonte, calcule o Escopo 1 com dado de atividade e fator de emissão (ou balanço de carbono), trate à parte as emissões de processo, some o Escopo 2 pela energia comprada e mapeie as categorias relevantes do Escopo 3, com evidência para cada número.

Quais são as principais fontes de emissão nos transportes?+

Frota rodoviária; Locomotivas; Embarcações; Refrigeração de veículos.

O inventário nos transportes serve para o SBCE?+

Serve como base. O SBCE pede plano de monitoramento, medição e relato verificado por instalação e por fonte. Quem tem o Inventário GHG feito assim só adapta ao formato do órgão gestor. Nos transportes, o plano de monitoramento vence em até 2031.

Quais erros são comuns no inventário nos transportes?+

Calcular por quilômetro quando há dado de litros; Misturar frota própria e agregada; Esquecer gás refrigerante de baús frigoríficos.

Glossário
Controle operacional
Abordagem que inclui no inventário as instalações que a empresa opera.
Emissão de processo
Emissão de uma reação química ou física do processo, e não da queima de combustível.
Fontes

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