
SBCE no alumínio: prazos, CNAEs e obrigações
O SBCE no alumínio: etapa e prazo da Portaria 3.199/2026, CNAEs, principais fontes de emissão e o que preparar até o plano de monitoramento.

Quando o SBCE chega no alumínio
Etapa 1, com plano de monitoramento em 2027, pela Portaria SEMC/MF 3.199/2026. A obrigação vale para instalações e fontes que emitem mais de 10 mil tCO₂e por ano. Acima de 25 mil tCO₂e por ano, entra também a conciliação com cotas, a partir do Plano Nacional de Alocação, previsto para 2030.
Em cada etapa, a sequência é a mesma: no ano 1, o plano de monitoramento; no ano 2, a medição; a partir do ano 3, o relato verificado.
Atividades (CNAE)
24.41-5/01 e 24.41-5/02 (alumínio primário e laminados). Vale a atividade exercida na instalação, mesmo que seja CNAE secundário. O órgão gestor ainda vai definir as fontes e instalações reguladas. A lista completa está em SBCE: minha empresa é obrigada?.
De onde vêm as emissões
- Consumo dos anodos de carbono na eletrólise, que gera CO₂.
- Efeitos anódicos, que liberam perfluorcarbonos (PFCs), gases com potencial de aquecimento milhares de vezes maior que o do CO₂.
- Calcinação e caldeiras na refinaria de alumina, quando integrada.
O ponto de atenção
Os PFCs dos efeitos anódicos pesam muito em CO₂ equivalente apesar da massa pequena. O plano precisa definir como a frequência e a duração dos efeitos anódicos são monitoradas.
O que preparar agora
- Inventário por instalação e por fonte, não só o total da empresa. O Inventário GHG com trilha até o documento de origem é a base.
- Mapa de medidores: o que já é medido, com que precisão, e o que falta instalar.
- Fatores de emissão documentados, com preferência por análise própria quando a fonte pesa (veja fatores de emissão no Brasil).
- Rotina de dados: quem coleta, quem revisa, onde fica a evidência.
- Um ciclo de teste com verificação independente antes do ano obrigatório.
As penalidades por descumprir vão até 3% do faturamento bruto do grupo (veja multas do SBCE).
- O CNAE identifica o setor; o órgão gestor define as fontes
- Emissões de processo pedem medição específica
- Medidor que falta leva tempo para instalar
- Teste o ciclo com verificação antes do prazo
Perguntas frequentes
Quando o SBCE começa a valer no alumínio?+
Etapa 1, com plano de monitoramento em 2027, conforme a Portaria SEMC/MF 3.199/2026. A obrigação vale para instalações e fontes que emitem mais de 10 mil tCO₂e por ano.
Quais atividades no alumínio estão no SBCE?+
24.41-5/01 e 24.41-5/02 (alumínio primário e laminados). Vale a atividade exercida na instalação, mesmo como CNAE secundário.
Quais são as principais fontes de emissão no alumínio?+
Consumo dos anodos de carbono na eletrólise, que gera CO₂; Efeitos anódicos, que liberam perfluorcarbonos (PFCs), gases com potencial de aquecimento milhares de vezes maior que o do CO₂; Calcinação e caldeiras na refinaria de alumina, quando integrada.
O que preparar para o SBCE no alumínio?+
Inventário GHG por instalação e por fonte, mapa de medidores, fatores de emissão documentados, rotina de controle de dados e um ciclo de teste com verificação independente antes do ano obrigatório.
- Instalação
- Propriedade física ou área onde ficam uma ou mais fontes estacionárias de emissão.
- Emissão de processo
- Emissão que vem de uma reação química ou física do processo produtivo, e não da queima de combustível.
- Portaria SEMC/MF nº 3.199, de 28 de outubro de 2026 · Etapas de implementação do MRV do SBCE · Ministério da Fazenda · Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono
- Lei 15.042, de 11 de dezembro de 2024 · Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões · Presidência da República
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