Pular para o conteúdo
Imagem ilustrativa: Papel e celulose
Voltar ao blog
Regulação 5 min de leitura30 de outubro de 2026

SBCE em papel e celulose: prazos, CNAEs e obrigações

O SBCE em papel e celulose: etapa e prazo da Portaria 3.199/2026, CNAEs, principais fontes de emissão e o que preparar até o plano de monitoramento.

Alexandre Kelemen
Cofundador & CEO · Mangue Tech
Compartilhar

Quando o SBCE chega em papel e celulose

Etapa 1, com plano de monitoramento em 2027, pela Portaria SEMC/MF 3.199/2026. A obrigação vale para instalações e fontes que emitem mais de 10 mil tCO₂e por ano. Acima de 25 mil tCO₂e por ano, entra também a conciliação com cotas, a partir do Plano Nacional de Alocação, previsto para 2030.

Em cada etapa, a sequência é a mesma: no ano 1, o plano de monitoramento; no ano 2, a medição; a partir do ano 3, o relato verificado.

Atividades (CNAE)

17.10-9/00, 17.21-4/00 e 17.22-2/00. Vale a atividade exercida na instalação, mesmo que seja CNAE secundário. O órgão gestor ainda vai definir as fontes e instalações reguladas. A lista completa está em SBCE: minha empresa é obrigada?.

De onde vêm as emissões

  • Forno de cal, com combustível fóssil e CO₂ do carbonato de cálcio.
  • Caldeiras auxiliares a gás ou óleo.
  • Caldeira de recuperação e de biomassa, com CO₂ biogênico reportado à parte.
  • Tratamento de efluentes (metano).

O ponto de atenção

O setor queima muita biomassa, cujo CO₂ é biogênico. Separar com clareza o que é fóssil do que é biogênico, com balanço de combustíveis por equipamento, define o número que entra no SBCE.

O que preparar agora

  1. Inventário por instalação e por fonte, não só o total da empresa. O Inventário GHG com trilha até o documento de origem é a base.
  2. Mapa de medidores: o que já é medido, com que precisão, e o que falta instalar.
  3. Fatores de emissão documentados, com preferência por análise própria quando a fonte pesa (veja fatores de emissão no Brasil).
  4. Rotina de dados: quem coleta, quem revisa, onde fica a evidência.
  5. Um ciclo de teste com verificação independente antes do ano obrigatório.

As penalidades por descumprir vão até 3% do faturamento bruto do grupo (veja multas do SBCE).

Para levar
  • O CNAE identifica o setor; o órgão gestor define as fontes
  • Emissões de processo pedem medição específica
  • Medidor que falta leva tempo para instalar
  • Teste o ciclo com verificação antes do prazo

Perguntas frequentes

Quando o SBCE começa a valer em papel e celulose?+

Etapa 1, com plano de monitoramento em 2027, conforme a Portaria SEMC/MF 3.199/2026. A obrigação vale para instalações e fontes que emitem mais de 10 mil tCO₂e por ano.

Quais atividades em papel e celulose estão no SBCE?+

17.10-9/00, 17.21-4/00 e 17.22-2/00. Vale a atividade exercida na instalação, mesmo como CNAE secundário.

Quais são as principais fontes de emissão em papel e celulose?+

Forno de cal, com combustível fóssil e CO₂ do carbonato de cálcio; Caldeiras auxiliares a gás ou óleo; Caldeira de recuperação e de biomassa, com CO₂ biogênico reportado à parte; Tratamento de efluentes (metano).

O que preparar para o SBCE em papel e celulose?+

Inventário GHG por instalação e por fonte, mapa de medidores, fatores de emissão documentados, rotina de controle de dados e um ciclo de teste com verificação independente antes do ano obrigatório.

Glossário
Instalação
Propriedade física ou área onde ficam uma ou mais fontes estacionárias de emissão.
Emissão de processo
Emissão que vem de uma reação química ou física do processo produtivo, e não da queima de combustível.
Fontes

Frameworks mencionados neste artigo

Serviços relacionados

Receba análises ESG por email

Atualizações regulatórias, guias práticos e dados de mercado. Sem spam.

Compartilhar

Roteiro IFRS S1 & S2

As 12 decisões que seu CFO precisa tomar antes de 2027. Gratuito.

Quer aplicar isso na sua empresa?